Art. 0001 Rev. 1917 Semiprotegido Perigo: fototóxico

Branca-ursina-gigante

Índice
  1. Etimologia
  2. Descrição
  3. Identificação
  4. Ciclo de vida
  5. Reprodução e expansão
  6. História da introdução
  7. Riscos para a saúde
  8. Impacto ecológico
  9. Controlo
  10. Estatuto legal
  11. Na cultura
  12. Ver também
  13. Referências

«Branca-ursina» redireciona para aqui. Para outros usos, ver Branca-ursina (desambiguação).

Este artigo é sobre as brancas-ursinas-gigantes invasoras. Para a espécie nativa de prados e bermas, ver Branca-ursina. Para conselhos práticos, ver Controlo da branca-ursina-gigante.

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Branca-ursina-gigante é o nome comum de várias espécies de plantas com flor muito altas e invasoras, do género Heracleum da família da cenoura, Apiaceae — principalmente Heracleum mantegazzianum, H. sosnowskyi e H. persicum.1 Nativas do Cáucaso e do sudoeste asiático, foram trazidas para a Europa durante os séculos XIX e XX, primeiro como curiosidades ornamentais e mais tarde como forragem de alto rendimento. Todas as três escaparam do cultivo e contam-se hoje entre as plantas invasoras mais problemáticas do hemisfério norte.2

Uma planta madura pode atingir 5 metros de altura, com um caule oco manchado de roxo e uma umbela composta de topo plano, até 80 cm de diâmetro.3 Uma única planta liberta, em média, cerca de 20 000 sementes, e excecionalmente mais de 46 000; a umbela terminal por si só produz quase metade delas.4 As sementes instalam-se na camada superior do solo, onde formam um banco de sementes que sobrevive à planta-mãe.5

A seiva contém furanocumarinas, que tornam a pele agudamente sensível à luz solar. O contacto em si é indolor: a lesão só aparece depois de a pele ser exposta à luz, tipicamente um ou dois dias depois, e as suas marcas podem durar meses ou anos.6 Devido a este atraso, muitos dos afetados não relacionam as suas lesões com a planta.

O controlo é difícil e, quando mal executado, contraproducente. Cortar ou ceifar sem destruir a raiz não mata a planta; ela volta a crescer a partir de rebentos na coroa e volta a florescer, muitas vezes com mais cabeças do que antes.78 Um controlo duradouro trata a raiz, continua durante várias estações até o banco de sementes se esgotar, e é coordenado por toda a bacia hidrográfica afetada.3

Etimologia

O nome inglês hogweed aplicava-se, desde pelo menos o início do século XVIII, a plantas «comidas por porcos, ou consideradas próprias apenas para eles»; as folhas da branca-ursina nativa eram colhidas como forragem para porcos.9 O nome genérico Heracleum, publicado por Lineu em 1753, costuma tomar-se como referência a Héracles, ainda que o próprio Lineu o tenha justificado como homenagem a Heraclides, o pai de Hipócrates (ver Heracleum).10 Se for Héracles, a associação é apropriada: a resposta da planta ao corte recorda a Hidra de Lerna, que fazia nascer duas cabeças por cada uma removida (ver efeito hidra).

Os epítetos específicos homenageiam dois homens. Mantegazzianum foi dado pelos botânicos florentinos Sommier e Levier, que trouxeram semente do Cáucaso em 1890, ao seu amigo Paolo Mantegazza (1831–1910), fisiologista e antropólogo, que nunca escreveu sobre a planta.11 Sosnowskyi homenageia o botânico caucasiano Dmitrii Sosnowsky (ver Branca-ursina-de-Sosnowsky).

Em russo o género chama-se borshchevik (борщевик) e em polaco barszcz; ambas as palavras nomeavam originalmente a própria planta, a partir da qual se fazia uma forma primitiva de borscht.12 Na Polónia, uma sopa lacto-fermentada de branca-ursina, registada pela primeira vez em 1595, era comida na Quaresma pelos professores da Universidade Jaguelónica de Cracóvia. No século XVIII já se tinha tornado comida dos pobres, e a beterraba tomou conta tanto do prato como do nome.13

Descrição

Plate II Umbela composta

Anatomia da umbela composta. Até 150 raios nascem de um único ponto no topo do caule; cada um sustenta uma umbélula de pequenas flores brancas.

A branca-ursina-gigante é uma perene monocárpica. Durante vários anos cresce apenas como roseta de folhas grandes, acumulando reservas numa robusta raiz pivotante; depois, numa única estação, produz um caule floral, forma semente e morre.14

Caule. O caule floral tem normalmente 2–4 m de altura e excecionalmente 5 m, 5–10 cm e excecionalmente até 15 cm de diâmetro na base,4 oco, sulcado e coberto de cerdas ásperas. Está marcado com manchas roxo-escuras, ou é roxo por completo.3

Folhas. As folhas basais, ou radicais, têm até 3 m de comprimento, profundamente divididas em três a cinco segmentos com lóbulos agudamente dentados. As folhas mais altas no caule são mais pequenas.

Inflorescência. A umbela terminal tem até 80 cm de diâmetro, e já foi medida a 85 cm. É composta por 30 a 150 raios, cada um terminando numa umbela mais pequena de flores brancas, e é rodeada por umbelas satélite em ramos laterais, que florescem um pouco mais tarde.34 Uma planta carrega até quatro ordens de umbelas, e quanto mais baixa a ordem, menos semente produz; ver Umbela.

Fruto. Cada flor produz um fruto seco e achatado que se divide em dois mericarpos, normalmente chamados sementes, com cerca de 1 cm de comprimento e marcados com canais oleíferos (vitas) visíveis, em forma de clava.

Raiz. A raiz pivotante é grossa e carnuda. Os rebentos nascem de gomos na coroa, à superfície ou logo abaixo dela. O que o transeunte vê — caule, folhas e umbelas — é apenas a superstrutura visível: é renovada todos os anos a partir da base.

Dominância apical

Como na maioria das plantas, o ápice em crescimento suprime o desenvolvimento dos rebentos laterais. Quando a umbela terminal é removida — decapitação, no sentido hortícola —, os rebentos laterais são libertados e desenvolvem-se, produzindo várias umbelas mais pequenas no seu lugar. Num estudo de campo, quase metade de todas as plantas a que se tinham cortado todas as umbelas regenerou na mesma estação, e umbelas cortadas na fase inicial de frutificação e deixadas no chão ainda amadureceram um quinto da sua colheita normal.8

Identificação

A maioria das umbelíferas altas são inofensivas, e a identificação errada é comum em ambos os sentidos. A branca-ursina-gigante distingue-se sobretudo pelo tamanho.

A branca-ursina-gigante e as suas parecidas comuns
EspécieAlturaCauleUmbelaPerigo
Heracleum mantegazzianum
branca-ursina-gigante
2–5 m5–10 cm, manchas roxas, cerdosoaté 80 cmgrave
Heracleum sosnowskyi
branca-ursina-de-Sosnowsky
1,5–3 msalpicado de roxo, sulcado30–50 cmgrave
Heracleum sphondylium
branca-ursina
até 2 mpiloso, verde, ocasionalmente tingido de roxoaté 20 cmligeiro
Anthriscus sylvestris
cerefólio-selvagem
até 1,5 mverde, oco, felpudoaté 10 cmnenhum
Angelica sylvestris
angélica-selvagem
até 2 mliso, muitas vezes tingido de roxoaté 15 cmligeiro

Em caso de dúvida, os observadores não devem tocar na planta, devem fotografá-la com um objeto para escala, e devem reportá-la à autoridade local.

Ciclo de vida

Fig. 1 Ciclo de vida

O ciclo de vida de uma perene monocárpica. O ciclo pode escrever-se S → P → S′, em que a semente produzida (S′) excede em muito a semente que o iniciou (S).

As sementes são libertadas a partir do final do verão. Estão dormentes quando libertadas e só germinam depois de um período de condições frias e húmidas — estratificação, fornecida na natureza pelo inverno; em laboratório bastam cerca de dois meses a 2–4 °C.15 A germinação ocorre no início da primavera, muitas vezes em densidades muito elevadas.

Na área invadida, a maioria das plantas floresce no terceiro ou quarto ano; em pastagens e no Cáucaso nativo florescem mais tarde.7 A floração é adiada, não abandonada, quando as condições são más: uma planta pastoreada, sombreada ou com falta de nutrientes simplesmente espera, persistindo como roseta com as reservas da sua raiz.3 O indivíduo mais velho registado floresceu aos doze anos, num local invulgarmente seco.7 A floração é a fase mais alta e final da planta: uma vez começada, a planta morre no final da estação mesmo que seja cortada, e numa experiência nenhuma de vinte plantas cortadas sobreviveu até ao ano seguinte.16

Reprodução e expansão

A branca-ursina-gigante reproduz-se apenas por semente. A umbela terminal produz cerca de 45 por cento da semente de uma planta, as umbelas satélite 29 por cento, e as umbelas em ramos inferiores a maior parte do resto.4 A semente que chega ao solo forma um banco de sementes efémero mas abundante, 95 por cento dele nos 5 cm superiores do solo.5 Cerca de 9 por cento da semente enterrada sobrevive ao primeiro ano, 3 por cento ao segundo e 1 por cento ao terceiro;15 pouquíssimas sobrevivem sete anos.17

O vento move a maior parte da semente apenas alguns metros: 60–90 por cento cai a menos de 4 m da planta-mãe.3 Os relatos que atribuem a expansão da planta à mão invisível do vento exageram o seu papel. A dispersão a longa distância é obra da água — as cheias transportam semente quilómetros rio abaixo18 — e, sobretudo, das pessoas, que transportam semente na terra, em pneus e ceifeiras, e em cabeças florais secas.3 As touceiras seguem por isso as rotas do comércio: rios, estradas e ferrovias.

Numa touceira bem estabelecida, o retorno reprodutivo da planta excede consistentemente o crescimento da vegetação que desloca; uma vez que r > g, a dominância torna-se autorreforçada.[clarificar]

História da introdução

Fig. 2 Área invadida na Europa

Onde cada branca-ursina-gigante é a invasora característica: # H. mantegazzianum, % H. sosnowskyi, @ H. persicum; + a área nativa no Cáucaso. Esquemático, por país; segundo a EPPO e Jahodová et al.1

Grã-Bretanha e Europa ocidental

H. mantegazzianum aparece na lista de sementes dos Royal Botanic Gardens, em Kew, em 1817. Era admirada pelos jardineiros do século XIX pelo seu tamanho e plantada em propriedades e parques; o primeiro registo da planta a crescer em estado selvagem data de 1828, em Shelford, no Cambridgeshire.3 Em The Wild Garden (1870), William Robinson recomendava a cow parsnip gigante para solo rico perto de margens de rio, sempre que se quisesse um efeito impressionante à distância.19 Na edição de 1883, já aconselhava que as plantas, que se semeiam a si próprias, não deviam ser autorizadas a monopolizar o terreno.20 Dos jardins seguiu os rios até ao campo, e no final do século XX orlava cursos de água por toda a Grã-Bretanha e grande parte da Europa ocidental e central.14

União Soviética e Estados sucessores

Artigo principal: Branca-ursina-de-Sosnowsky

H. sosnowskyi foi descrita a partir do Cáucaso pela botânica I. P. Mandenova em 1944. A partir de 1947 foi experimentada como cultura de silagem no Jardim Botânico Polar-Alpino de Kirovsk, com semente recolhida perto de Nalchik, e foi depois promovida pela sua extraordinária produtividade: entre 1962 e 1966, cerca de 5500 kg de semente das novas plantas de silagem foram enviados a quase 1500 quintas.21 O cultivo parou nos anos 1980.22

A expansão decisiva seguiu-se ao fim da gestão coletiva da terra. À medida que os kolkhozes foram dissolvidos no final dos anos 1980 e nos anos 1990, grandes áreas de terra agrícola foram abandonadas, e a planta espalhou-se dos antigos campos e fossas de silagem para prados, bermas e aldeias por toda a região.22 A análise genética sugeriu, desde então, que algumas das plantas fundadoras dos ensaios soviéticos eram na verdade H. mantegazzianum.23 H. sosnowskyi foi retirada do Registo Estatal Russo de Realizações de Melhoramento em 2012, por ter perdido a sua utilidade económica, e acrescentada ao classificador nacional de infestantes em 2015.24

Escandinávia

Artigo principal: Branca-ursina-da-Pérsia

H. persicum foi introduzida na Noruega como ornamental na década de 1830. Começou a espalhar-se dos jardins perto do final do século XIX, e é hoje uma visão familiar nas cidades do norte da Noruega, onde é conhecida como palmeira de Tromsø.25

América do Norte

A branca-ursina-gigante foi introduzida na América do Norte no início do século XX como curiosidade de jardim, e já estava presente no Estado de Nova Iorque por volta de 1917.26 Está listada como infestante nociva federal nos Estados Unidos.27

Riscos para a saúde

Fig. 3 Mericarpo, ×6

Um mericarpo, mostrando as vitas em forma de clava. A seiva está presente em todas as partes da planta, sementes incluídas.

Artigo principal: Fitofotodermatite

A seiva da branca-ursina-gigante contém furanocumarinas lineares, que se ligam ao ADN das células da pele quando ativadas por luz ultravioleta. O resultado é uma queimadura grave — fitofotodermatite — que só se desenvolve depois da exposição à luz, tipicamente ao longo de 24 a 72 horas.6 A pele pode permanecer escurecida durante meses e sensível à luz solar durante vários anos.3 Seiva nos olhos é uma emergência médica.

As crianças correm um risco particular: atraídas pelo tamanho da planta, usam os caules ocos como zarabatanas ou telescópios.3 Cortar a planta com uma roçadora a fio projeta seiva sobre quem a usa, um perigo descrito pela primeira vez em jardineiros como «erupção da roçadora».28

Primeiros socorros. Lave a pele de imediato com sabão e bastante água fria, mantenha a área coberta e longe da luz solar durante pelo menos 48 horas, incluindo em dias nublados, e procure aconselhamento médico.6

Impacto ecológico

A branca-ursina-gigante forma touceiras densas em que uma única espécie ocupa a maior parte da luz. As suas folhas desdobram-se cedo e projetam sombra profunda: cinco centímetros acima do solo, a proporção de luz do dia é, em média, 56 por cento inferior à de uma pastagem não invadida.29 As parcelas invadidas na República Checa tinham 40 por cento menos espécies vegetais do que as não invadidas,30 e, numa comparação de parcelas adjacentes, cerca de metade.31 As alegações de que o copado beneficia as plantas que crescem por baixo não foram confirmadas; nada goteja para baixo.[carece de fontes]

O dano não é permanente. Em pastagens invadidas há até 48 anos, as espécies nativas tenderam a recuperar ao fim de cerca de 30 anos, enquanto a branca-ursina declinava, aparentemente minada por alterações no seu próprio solo (ver Hipótese da libertação dos inimigos naturais).32 Quando as plantas morrem no inverno, relata-se que deixam as margens dos rios nuas e propensas à erosão.33

O néctar da planta é visitado por muitos insetos, e alguns apicultores[quem?] continuam a considerar a espécie um benefício líquido para a comunidade.[duvidoso – discutir] Na Alemanha do século XX foi propagada como planta melífera, e a sementeira deliberada por apicultores explica provavelmente o seu aparecimento em locais remotos.34 Um levantamento de vinte locais checos encontrou os seus visitantes numerosos mas pouco variados, dominados por um punhado de moscas generalistas e pela abelha-europeia, e concluiu que a planta não é um recurso necessário para os visitantes florais locais (ver Umbela § Polinização).35

Controlo

Artigo principal: Controlo da branca-ursina-gigante

Os métodos diferem sobretudo em se destroem ou não a raiz. O corte, a roçagem e a remoção das cabeças florais impedem, na melhor das hipóteses, a sementeira por uma estação, e prolongam a vida da planta;8 cortar a raiz pivotante pelo menos 10 cm abaixo da superfície do solo mata-a.3 Como o banco de sementes persiste durante vários anos, um programa tem de continuar até não aparecerem novas plântulas, e como a semente viaja rio abaixo, tem de cobrir toda a bacia hidrográfica. Não foi encontrado nenhum agente de controlo biológico seguro: uma busca na área nativa da planta, no Cáucaso, não encontrou nenhum inimigo natural suficientemente específico para ser libertado.36

Na Grã-Bretanha, a branca-ursina-gigante está listada no Schedule 9 do Wildlife and Countryside Act 1981, que torna crime plantá-la ou de outro modo fazê-la crescer em estado selvagem.37 Na União Europeia, H. sosnowskyi e H. persicum foram colocadas na lista de espécies exóticas invasoras preocupantes para a União em 2016,38 e H. mantegazzianum foi acrescentada em 2017.39 As espécies listadas não podem ser importadas, mantidas, cultivadas ou vendidas, e os Estados-membros têm de gerir as populações já estabelecidas. Desde 1 de março de 2026, a lei russa obriga os detentores de terrenos a destruir plantas invasoras perigosas listadas pela sua região, sob pena de os perderem.40

Na cultura

«O Regresso da Branca-ursina-Gigante», no álbum dos Genesis Nursery Cryme (1971), conta a história de um explorador vitoriano que traz a planta da Rússia para Kew; ela escapa, espalha-se, e sobrevive a todas as tentativas de a destruir.41 Já foi ligada a notícias da imprensa britânica sobre crianças queimadas pela planta no verão de 1970.11 O álbum só entrou nas tabelas britânicas em 1974, no número 39.42 A monografia científica de referência sobre a planta abre um dos seus capítulos com uma epígrafe da canção.43

Ver também

Footnotes

  1. Jahodová, Š.; Trybush, S.; Pyšek, P.; Wade, M.; Karp, A. (2007). “Invasive species of Heracleum in Europe: an insight into genetic relationships and invasion history”. Diversity and Distributions. 13 (1): 99–114. doi:10.1111/j.1366-9516.2006.00305.x. ↩ ↩2

  2. Pyšek, P.; Cock, M. J. W.; Nentwig, W.; Ravn, H. P., eds. (2007). Ecology and Management of Giant Hogweed (Heracleum mantegazzianum). Wallingford: CAB International. ISBN 978-1-84593-206-0. doi:10.1079/9781845932060.0000. ↩

  3. Nielsen, C.; Ravn, H. P.; Nentwig, W.; Wade, M., eds. (2005). The Giant Hogweed Best Practice Manual: Guidelines for the management and control of an invasive weed in Europe. Hørsholm: Forest & Landscape Denmark. ISBN 87-7903-209-5. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9 ↩10 ↩11

  4. Perglová, I.; Pergl, J.; Pyšek, P. (2006). “Flowering phenology and reproductive effort of the invasive alien plant Heracleum mantegazzianum”. Preslia. 78: 265–285. ↩ ↩2 ↩3 ↩4

  5. Krinke, L.; Moravcová, L.; Pyšek, P.; Jarošík, V.; Pergl, J.; Perglová, I. (2005). “Seed bank of an invasive alien, Heracleum mantegazzianum, and its seasonal dynamics”. Seed Science Research. 15 (3): 239–248. ↩ ↩2

  6. New York State Department of Environmental Conservation. “Giant Hogweed”. Retrieved 26 September 2026. ↩ ↩2 ↩3

  7. Pergl, J.; Perglová, I.; Pyšek, P.; Dietz, H. (2006). “Population age structure and reproductive behavior of the monocarpic perennial Heracleum mantegazzianum (Apiaceae) in its native and invaded distribution ranges”. American Journal of Botany. 93 (7): 1018–1028. doi:10.3732/ajb.93.7.1018. ↩ ↩2 ↩3

  8. Pyšek, P.; Krinke, L.; Jarošík, V.; Perglová, I.; Pergl, J.; Moravcová, L. (2007). “Timing and extent of tissue removal affect reproduction characteristics of an invasive species Heracleum mantegazzianum”. Biological Invasions. 9 (3): 335–351. doi:10.1007/s10530-006-9038-0. ↩ ↩2 ↩3

  9. “hogweed”. Online Etymology Dictionary. Retrieved 26 September 2026. ↩

  10. Burkhardt, L. (2018). Verzeichnis eponymischer Pflanzennamen – Erweiterte Edition. Berlin: Botanic Garden and Botanical Museum Berlin. doi:10.3372/epolist2018. ↩

  11. Fagioli, S. (2024). “Mantegazza pop. Dall’Heracleum mantegazzianum di Sommier & Levier a The return of the Giant Hogweed dei Genesis e oltre”. Archivio per l’Antropologia e la Etnologia. 154: 83–97. doi:10.36253/aae-3089. ↩ ↩2

  12. Vasmer, M. Etymological Dictionary of the Russian Language, s.v. “борщ”. ↩

  13. Łuczaj, Ł.; Szymański, W. M. (2007). “Wild vascular plants gathered for consumption in the Polish countryside: a review”. Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine. 3: 17. doi:10.1186/1746-4269-3-17. ↩

  14. Tiley, G. E. D.; Dodd, F. S.; Wade, P. M. (1996). “Biological Flora of the British Isles No. 190: Heracleum mantegazzianum Sommier & Levier”. Journal of Ecology. 84 (2): 297–319. doi:10.2307/2261365. ↩ ↩2

  15. Moravcová, L.; Pyšek, P.; Pergl, J.; Perglová, I.; Jarošík, V. (2006). “Seasonal pattern of germination and seed longevity in the invasive species Heracleum mantegazzianum”. Preslia. 78: 287–301. ↩ ↩2

  16. Pyšek, P.; Perglová, I.; Krinke, L.; Jarošík, V.; Pergl, J.; Moravcová, L. (2007). “Regeneration ability of Heracleum mantegazzianum and implications for control”. In Pyšek, P.; et al. (eds.). Ecology and Management of Giant Hogweed. Wallingford: CAB International. pp. 112–125. doi:10.1079/9781845932060.0112. ↩

  17. Moravcová, L.; Pyšek, P.; Krinke, L.; Müllerová, J.; Perglová, I.; Pergl, J. (2018). “Long-term survival in soil of seed of the invasive herbaceous plant Heracleum mantegazzianum”. Preslia. 90 (3): 225–234. ↩

  18. Trottier, N.; Groeneveld, E.; Lavoie, C. (2017). “Giant hogweed at its northern distribution limit in North America: experiments for a better understanding of its dispersal dynamics along rivers”. River Research and Applications. 33 (7): 1098–1106. doi:10.1002/rra.3149. ↩

  19. Robinson, W. (1870). The Wild Garden. London: John Murray. p. 78. ↩

  20. Robinson, W. (1883). The Wild Garden (new ed.). London: John Murray. ↩

  21. Shadrin, D.; Dalke, I.; Zakhozhiy, I.; et al. (2023). “Heracleum sosnowskyi or Heracleum mantegazzianum? DNA-based identification of invasive hogweeds (Apiaceae) in two key regions of the species’ invasion history in the territory of the former Soviet Union”. Research Square (preprint). doi:10.21203/rs.3.rs-3296382/v1. ↩

  22. Ozerova, N. A.; Krivosheina, M. G. (2018). “Patterns of secondary range formation for Heracleum sosnowskyi and H. mantegazzianum on the territory of Russia”. Russian Journal of Biological Invasions. 9: 155–162. doi:10.1134/S2075111718020091. ↩ ↩2

  23. Shadrin, D. M.; Dalke, I. V.; Zakhozhiy, I. G.; et al. (2024). “DNA barcode marker analysis of Heracleum sosnowskyi Manden. and Heracleum mantegazzianum Sommier & Levier (Apiaceae) from European Russia”. Russian Journal of Biological Invasions. 15 (3): 416–431. doi:10.1134/S2075111724700309. ↩

  24. Luneva, N. N.; Konechnaya, G. Yu.; Smekalova, T. N.; Chukhina, I. G. (2018). “On status of Heracleum sosnowskyi Manden. on the territory of Russian Federation”. Vestnik Zashchity Rastenii. 3 (97): 10–15. doi:10.31993/2308-6459-2018-3(97)-10-15. ↩

  25. Alm, T. (2013). “Ethnobotany of Heracleum persicum Desf. ex Fisch., an invasive species in Norway, or how plant names, uses, and other traditions evolve”. Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine. 9: 42. doi:10.1186/1746-4269-9-42. ↩

  26. Gucker, C. L. (2009). “Heracleum mantegazzianum”. Fire Effects Information System. USDA Forest Service. doi:10.2737/feis-species-review-herman. ↩

  27. Code of Federal Regulations, title 7, § 360.200: Designation of noxious weeds. ↩

  28. Freeman, K.; Hubbard, H. C.; Warin, A. P. (1984). “Strimmer rash”. Contact Dermatitis. 10 (2): 117–118. doi:10.1111/j.1600-0536.1984.tb00357.x. ↩

  29. Jandová, K.; Klinerová, T.; Müllerová, J.; et al. (2014). “Long-term impact of Heracleum mantegazzianum invasion on soil chemical and biological characteristics”. Soil Biology and Biochemistry. 68: 270–278. doi:10.1016/j.soilbio.2013.10.014. ↩

  30. Pyšek, P.; Pyšek, A. (1995). “Invasion by Heracleum mantegazzianum in different habitats in the Czech Republic”. Journal of Vegetation Science. 6 (5): 711–718. doi:10.2307/3236442. ↩

  31. Hejda, M.; Pyšek, P.; Jarošík, V. (2009). “Impact of invasive plants on the species richness, diversity and composition of invaded communities”. Journal of Ecology. 97 (3): 393–403. doi:10.1111/j.1365-2745.2009.01480.x. ↩

  32. Dostál, P.; Müllerová, J.; Pyšek, P.; Pergl, J.; Klinerová, T. (2013). “The impact of an invasive plant changes over time”. Ecology Letters. 16 (10): 1277–1284. doi:10.1111/ele.12166. ↩

  33. Thiele, J.; Otte, A. (2007). “Impact of Heracleum mantegazzianum on invaded vegetation and human activities”. In Pyšek, P.; et al. (eds.). Ecology and Management of Giant Hogweed. Wallingford: CAB International. pp. 144–156. doi:10.1079/9781845932060.0144. ↩

  34. Thiele, J. (2007). Patterns and processes of Heracleum mantegazzianum invasion into German cultural landscapes on the local, landscape and regional scale. Doctoral dissertation. Giessen: Justus-Liebig-Universität. ↩

  35. Bogusch, P.; Vojtová, T.; Hadrava, J. (2023). “High abundance but low diversity of floral visitors on invasive Heracleum mantegazzianum (Apiaceae)”. NeoBiota. 86: 193–207. doi:10.3897/neobiota.86.100625. ↩

  36. European Commission, CORDIS. “Searching for effective biological control enemies for the giant hogweed”. Retrieved 26 September 2026. ↩

  37. Wildlife and Countryside Act 1981 (c. 69), s. 14 and Schedule 9. ↩

  38. Commission Implementing Regulation (EU) 2016/1141 of 13 July 2016. Official Journal of the European Union L 189: 4. ↩

  39. Commission Implementing Regulation (EU) 2017/1263 of 12 July 2017. Official Journal of the European Union L 182: 37. ↩

  40. Federal Law of the Russian Federation of 31 July 2025 No. 294-FZ “On amendments to the Land Code of the Russian Federation and certain legislative acts of the Russian Federation”. Official publication. ↩

  41. Genesis (1971). Nursery Cryme. Charisma Records. ↩

  42. Official Charts Company. “Nursery Cryme – Genesis”. Retrieved 26 September 2026. ↩

  43. Pyšek, P.; Müllerová, J.; Jarošík, V. (2007). “Historical dynamics of Heracleum mantegazzianum invasion at regional and local scales”. In Pyšek, P.; et al. (eds.). Ecology and Management of Giant Hogweed. Wallingford: CAB International. pp. 42–54. doi:10.1079/9781845932060.0042. ↩

Este artigo é uma tradução do artigo em inglês, revisão 1917.

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