Art. 0017 Rev. 2001

Alternativas

Índice
  1. Nos jardins
  2. Depois do controlo
  3. Pastoreio
  4. Para as abelhas e para a forragem
  5. O projeto Giant Alien
  6. Códigos e lei
  7. Ver também
  8. Referências

Não confundir com Não há alternativa.

Alternativas à branca-ursina-gigante são as plantas e os usos do terreno recomendados em seu lugar: plantas ornamentais a cultivar em seu lugar nos jardins, gramíneas e outras culturas a semear no terreno de onde foi removida, e animais de pastoreio para manter esse terreno limpo depois de terminado o controlo.12 Foram publicadas listas de substitutos de jardim na Grã-Bretanha, no Canadá, na Bélgica e na Suíça, e o Manual de Boas Práticas europeu, de 2005, aconselha que o terreno limpo seja semeado com gramíneas em densidade ou pastado.23451

As fontes dão também os custos. Na Letónia, a preços de 2005, um primeiro ano de controlo que incluísse a sementeira de gramíneas custava quatro a seis vezes e meia mais do que dois tratamentos com glifosato.6 De 475 contratos públicos para destruir a planta na Rússia em 2024, um, de 0,8 ha, incluía a sementeira de gramíneas; 289 pagaram só herbicida.7 O pastoreio é barato onde o terreno pode ser vedado, mas lento: as estimativas vão de dois anos para reduzir uma touceira a dez ou mais para a eliminar.189

Os códigos que pedem ao comércio de plantas que ofereça substitutos são voluntários; onde a lei exige o controlo, como na Letónia, no Ontário e na Rússia, o dever recai sobre quem detém o terreno.1011121314 Um projeto europeu de investigação, o Giant Alien, procurou um inimigo natural da planta entre 2002 e 2005, e não encontrou nenhum.15

Nos jardins

A branca-ursina-gigante era cultivada pelo seu tamanho. Em 1870 William Robinson recomendou a «Giant Cow Parsnip, Heracleum giganteum» para solo rico perto de margens de rios, ou onde quer que se quisesse um efeito impressionante à distância; em 1883 acrescentou que essas plantas se semeiam sozinhas e não se lhes devia permitir monopolizar o terreno.1617 Os guias que hoje oferecem substitutos descrevem o que os jardineiros queriam nos mesmos termos: porte e folhas grandes, ou «folhas ousadas, de aspeto tropical», enormes umbelas brancas e um «aspeto robusto e arquitetónico».318 Um folheto britânico de 2022 recorda a introdução da planta nos jardins vitorianos como uma «curiosidade monumental», e arquiva os seus substitutos sob «Plantas arquitetónicas».2

Grã-Bretanha e Irlanda

Em 2010 a associação de plantas selvagens Plantlife e a Royal Horticultural Society (RHS) publicaram Gardening without harmful invasive plants. Cerca de 60 por cento das plantas exóticas invasoras que danificavam os habitats britânicos, dizia, vinham de jardins e lagos de jardim, e gastavam-se muitas centenas de milhares de libras por ano a limitar a sua propagação; o governo tinha poderes para proibir a sua venda, mas não tinha proibido nenhuma.19 O folheto não mencionava a branca-ursina-gigante. As suas «plantas altas de destaque mais seguras», entre elas a angélica-roxa (Angelica gigas), o ruibarbo ornamental e uma rodgersia, eram oferecidas em vez da sanguinária-do-Japão.19

O seu sucessor de 2022, publicado sob o nome Be Plant Wise pelo GB Non-native Species Secretariat e pela Animal and Plant Health Agency e pago por nove empresas de água, lista mais de 160 plantas, revistas em 2021 a partir da lista de 2010 e escolhidas por um baixo risco de invasão. Fala em «milhões de libras» gastos todos os anos.220 Emparelha a branca-ursina-gigante com dezoito alternativas, de gramíneas e bolbos à árvore-angélica (Aralia cachemirica), ao cânhamo-cretense, ao ruibarbo ornamental, ao cardo-melancólico, ao feto-fêmea, a um íris chamado ‘Black Swan’ e a um cerefólio-selvagem de folhas escuras, Anthriscus sylvestris ‘Ravenswing’; as descrições sublinham o tamanho, com espigas de umbelas e caules até 3 m de altura.2 Na sua tabela de características, três das dezoito têm a marca «RHS Plants for Pollinators», duas estão assinaladas como nativas do Reino Unido e sete como dando abrigo ou cobertura à fauna selvagem.2 A angélica-roxa, que o blogue da agência apresentou como planta para polinizadores, também está no folheto, mas em vez do bálsamo-do-Himalaia.220 Um folheto complementar para paisagistas oferece dezasseis plantas em vez da branca-ursina-gigante.21

A RHS não dá substitutos na sua própria página de conselhos. Ter a planta num jardim não é uma infração, explica, desde que se impeça a sua propagação; aconselha a remoção, e chama a contratação de um profissional «a forma mais fácil e mais segura» de a fazer.22 As plantas invasoras, nota noutro lugar, são caras de erradicar, e restaurar um habitat degradado é muito dispendioso, quando sequer é possível.23

Na Irlanda, um código voluntário para a horticultura, publicado pela primeira vez pela Invasive Species Ireland em 2008, diz na sua revisão preliminar de 2012 que se devem sugerir e oferecer substitutos aos clientes, o que permite ao comércio de viveiristas apresentar uma «imagem inovadora e verde», nas mesmas palavras do código europeu; não indica nenhum para a branca-ursina-gigante.2411 As diretrizes irlandesas sobre a planta dizem que, depois de uma pulverização geral com glifosato, pode ser necessário ressemear com gramíneas e outras plantas nativas, já que um bom relvado logo após o tratamento atrasa a recolonização a partir de semente.25

Canadá

O guia Grow Me Instead do Ontario Invasive Plant Council para o Norte do Ontário (2014) oferece uma angélica selvagem, a que chama «Angelica purpurea (sin. A. stricta)» e cuja seiva, avisa, pode causar reações alérgicas; o ruibarbo ornamental, pelas suas folhas de 60–90 cm de comprimento; e rodgersias.3 A branca-ursina-gigante não é vendida no Ontário desde que foi classificada como infestante nociva em 2010, nota o guia, mas os jardineiros ainda podem passá-la adiante por trocas de plantas ou de sementes.3 Até 2020 o programa já tinha distribuído 73 000 guias e 6350 pacotes de semente nativa.26

O guia para a Colúmbia Britânica (2013) lista o sabugueiro-azul (Sambucus cerulea), um arbusto ou pequena árvore nativa de 5–10 m com corimbos achatados de flores brancas; Ligularia dentata; rodgersias e a rodgersia-de-folha-de-escudo (Astilboides tabularis); e as quatro espécies de Angelica nativas da província.18 Uma empresa de paisagismo do Ontário recomendou a Heracleum maximum nativa, semelhante em aparência «mas sem a seiva perigosa»;27 o guia do Ontário para gerir a branca-ursina-gigante diz que a exposição a essa planta tem efeitos semelhantes.13

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, onde a branca-ursina-gigante é uma infestante nociva federal, o Morton Arboretum, em Illinois, recomenda em seu lugar a Eutrochium perfoliatum, pela inflorescência e pelo porte semelhantes, e o Johnson Creek Watershed Council, no Oregon, indica o arbusto nativo Physocarpus capitatus, de flores brancas.282930 Nova Iorque aconselha replantar com plantas nativas ou não invasoras depois da remoção, e o Maine estabelecer vegetação de substituição assim que possível depois do tratamento com herbicida.313233 Os guias regionais de plantas de jardim não invasoras para o oeste de Washington e para o Oregon não incluem a branca-ursina-gigante.3435

Europa continental

Na Bélgica, o projeto LIFE AlterIAS (2010–2013, orçamento de 1 010 804 €) notou que os sósias nativos de plantas invasoras raramente estão disponíveis, e propôs em vez disso nativas com função semelhante.364 A sua brochura de 2012 emparelha a branca-ursina-gigante, como planta de canteiro florido, com a valeriana, que descreve como atrativa para polinizadores e designa Valeriana officinalis num sítio e V. repens noutro; para esses canteiros oferece também aquilégia, acónito, dedaleira, verbasco e outras nativas.4

Uma lista suíça de 2007, elaborada por Andreas Gigon, da ETH Zurique, para a Comissão Suíça para a Conservação das Plantas Selvagens, propõe as nativas Angelica sylvestris, Peucedanum verticillare e Molopospermum peloponnesiacum e as não nativas Angelica archangelica e Rheum palmatum, escolhidas para se assemelharem o mais possível à branca-ursina-gigante no uso, no tamanho, na forma, nas folhas, na cor e na época de floração. Se podiam ser compradas não era um critério.5

O código de conduta sobre horticultura do Conselho da Europa e da Organização Europeia e Mediterrânica para a Proteção das Plantas (EPPO) inclui a prática «disponibilizar substitutos para as invasoras», que, diz, também dá ao comércio «uma imagem inovadora e verde». Avisa que os próprios substitutos podem tornar-se invasores e podem não convir a outro país, e os seus exemplos trabalhados não incluem nenhuma branca-ursina.11

Plantas recomendadas em vez da branca-ursina-gigante
PlantaRecomendada porNotas
Angelica, espécies nativasColúmbia Britânica; Norte do Ontário («A. purpurea»); Suíça (A. sylvestris)a seiva pode causar reações alérgicas (Ontário)
Angelica archangelicaSuíçanão nativa
Angelica gigasnenhumana Grã-Bretanha, oferecida em vez da sanguinária-do-Japão (2010) e do bálsamo-do-Himalaia (2022)
Aralia cachemiricaGrã-Bretanha (2022)em vez da sanguinária-do-Japão em 2010
Rheum palmatumGrã-Bretanha (2022); Norte do Ontário; Suíçaem vez da sanguinária-do-Japão em 2010
Espécies de RodgersiaNorte do Ontário; Colúmbia Britânicaem vez da sanguinária-do-Japão na Grã-Bretanha em 2010; não está entre as alternativas britânicas à branca-ursina em 2022
Sambucus ceruleaColúmbia Britânicaum arbusto ou pequena árvore, 5–10 m
Valeriana officinalisBélgica«V. repens» na própria entrada da planta
Eutrochium perfoliatumMorton Arboretum, Illinoisinflorescência e porte semelhantes
Physocarpus capitatusJohnson Creek Watershed Council, Oregonum arbusto
Heracleum maximumuma empresa de paisagismo, Ontárioefeitos semelhantes, segundo o guia do Ontário

Depois do controlo

Ver também: Controlo da branca-ursina-gigante § Depois do controlo

O terreno limpo de branca-ursina-gigante fica desnudado e exposto à erosão e à reinvasão. O Manual de Boas Práticas recomenda devolvê-lo ao uso regular, sobretudo o cultivo ou a gestão de pastagem, com uma cultura de cobertura para proteger o solo.1 Os modelos do projeto Giant Alien concluíram que o controlo tem de durar cerca de cinco anos ou mais, com grande intensidade, ou as populações recuperam.15

O Manual de Boas Práticas

O conselho do manual vem de experiências em antigos campos de silagem de branca-ursina-de-Sosnowsky, invadidos depois de a cultura ser abandonada e os animais de pastoreio diminuírem. Nesses terrenos recomenda glifosato na primavera e lavoura profunda três semanas depois, o que interrompe quase totalmente a germinação, e depois gramíneas semeadas em alta densidade, 4000 plântulas emergentes por metro quadrado: espécies nativas competitivas, densas e tolerantes ao corte, como Dactylis glomerata com Festuca rubra, ou Lolium perenne com F. rubra e Poa pratensis.1 Nas margens de rios não se usa herbicida: as plantas são cortadas na primavera, a gramínea é semeada à mão a uma taxa mais alta, e o relvado é cortado com frequência. Nas planícies aluviais arenosas, onde as cheias deixam semente de branca-ursina no relvado, o manual desaconselha a sementeira por completo.1

As gramíneas que se estabelecem por si, se cortadas com frequência, também formam um relvado competitivo, que se torna mais diverso à medida que chegam plantas nativas de folha larga; o terreno pode então ser cultivado ou usado para lazer. As árvores são um tipo especial de cultura de cobertura: a faia sombreia bem as brancas-ursinas altas, os abetos, amieiros e salgueiros menos.1 O manual prefere uma estratégia integrada, avaliada pela «eficácia, ecologia e economia», a qualquer método isolado, e diz que a sementeira e a plantação de brancas-ursinas altas invasoras em jardins, parques e na paisagem aberta «deveriam ser proibidas».1

Letónia

O método foi experimentado na Letónia dentro do projeto Giant Alien. Num campo de um agricultor no Parque Nacional de Gauja, não cultivado há cinco anos e com 25–30 plantas de branca-ursina-de-Sosnowsky por metro quadrado, semearam-se parcelas a 13 de maio de 2003 com 4000 sementes germinadas por metro quadrado, usando as misturas do manual.37 A maior parte da branca-ursina veio de semente e não de raízes sobreviventes. No ensaio de 2004, com glifosato a 6 de maio, lavoura a 24 cm a 30 de maio e sementeira a 1 de junho, não se registou nenhuma branca-ursina-de-Sosnowsky. O herbicida no relvado jovem reduziu a sua diversidade; o corte não.37

Um folheto do governo letão de 2007 repete as misturas e a taxa do manual.6 Em terreno recuperado na freguesia de Barkava, a lavoura e uma primeira cultura anual de azevém, rabanete-oleaginoso ou trigo-mourisco deixaram 5–10 por cento das plantas de branca-ursina, seguidas de cevada e trigo de primavera. O folheto recomenda adubo verde e depois culturas de forragem verde ou silagem cortadas em junho, e avisa que, a menos que o terreno continue a ser gerido nos anos seguintes, o dinheiro gasto no controlo é desperdiçado.6

Quebeque

Numa experiência no Jardim Botânico de Montreal, semente de branca-ursina foi espalhada em 48 parcelas semeadas com cinco misturas de sementes ou deixadas sem semear. A germinação foi mais alta nas parcelas não semeadas; uma mistura comercial dominada por gramíneas deu a mais baixa, e nenhuma plântula de branca-ursina sobreviveu nela. Quanto mais cobertura, menos branca-ursina germinava, sobrevivia e crescia.3839 Incluiu-se uma mistura rica em Eupatorium porque a investigadora tinha visto menos brancas-ursinas onde essa planta crescia.38 A tese concluiu que uma mistura sobretudo de gramíneas que forma depressa uma cobertura densa tem bom potencial para restauro.38 Uma revisão sueca de 2025, lendo o estudo como mostrando a vara-de-ouro-do-Canadá a ser particularmente eficaz, notou a ironia de essa planta ser ela própria considerada invasora na Suécia.40

Rússia

Uma revisão de 35 conjuntos russos de recomendações de 2004 a 2024 constatou que o tratamento químico era o mais recomendado, seguido da ceifa, em 29, e de medidas agronómicas, em 26, que se dizia devolverem ao uso terras agrícolas abandonadas. Metade das recomendações incluía também métodos duvidosos, como queimar, salgar as raízes ou usar derivados de petróleo.7 Os contratos mostram no que se pagou. De 475 contratos públicos em 2024, escavação, medidas agronómicas e sementeira de gramíneas apareciam em 3 por cento. Um único contrato, de 0,8 ha, por 1,772 milhões de rublos, combinava ceifa, lavoura e sementeira de gramíneas; 289, de 21 553 ha, por 242,6 milhões de rublos, pagaram só herbicida.7 Ao todo, cerca de 42 000 ha em 33 regiões foram tratados por cerca de 650 milhões de rublos, e a ceifa, a 24 800 rublos por hectare, custou 1,7 vezes mais do que o herbicida.7

A reserva natural de Kurgalsky, no Oblast de Leninegrado, cuja parte sul é atravessada pelo gasoduto Nord Stream 2, foi limpa por escavação. A Nord Stream 2 AG encomendou um estudo de como a branca-ursina tinha entrado na reserva, e pagou três anos de remoção por trabalhadores contratados.41 Duas parcelas de prado foram depois cortadas à máquina e semeadas com Festuca pratensis, Bromopsis inermis e Poa pratensis. Os autores relatam que a planta foi eliminada da reserva.41

Vários métodos russos estão patenteados, entre eles semear gramíneas através de um geotêxtil colocado sob o solo, e ceifar duas vezes, pulverizar, e semear gramíneas e trevo-vermelho três semanas depois.4241 Uma revisão desses métodos verificou que a ceifa isolada era eficaz apenas em 5,2–12,1 por cento, e chamou a um relvado denso de gramíneas semeadas um método ecologicamente limpo e razoavelmente eficaz.42 Outra revisão propõe gramíneas de relvado semeadas a 150 kg por hectare, a alcachofra-de-jerusalém, ela própria invasora, e a galega-do-oriente (Galega orientalis) como competidoras, e a picea ou o pinheiro-silvestre em terrenos baldios.43

Na primeira estação de um ensaio de campo no Oblast de Moscovo em 2024, a lavoura profunda matou 78 por cento das plantas, a ceifa 50 por cento e um produto à base de glifosato 97 por cento. As competidoras semeadas, entre elas tremoço, luzerna e Galega orientalis, careciam de luz sob a branca-ursina; só a alcachofra-de-jerusalém cresceu de qualquer forma. Os autores consideraram os herbicidas o método mais caro em custos diretos e a lavoura o mais barato, e planeavam acrescentar cardo-mariano e sanguinária-gigante em 2025.4445

Polónia

As diretrizes oficiais polacas de 2014, escritas pela fundação «Palący Problem – Heracleum» para a Direção-Geral de Proteção Ambiental, recomendam a revegetação na densidade do manual e com as suas misturas, já que limpar uma touceira densa destrói muitas vezes toda a cobertura vegetal; qualquer estratégia, dizem, deve incluí-la.8 O seu modelo de concurso termina com uma fase de «carência» (faza karencyjna), em que se restabelece vegetação nativa competitiva e se mantém o terreno em uso, por exemplo através de pastoreio permanente.8

Custo

Na Letónia, a preços de 2005, o primeiro ano de controlo de uma touceira de densidade média custava 38–100 lats por hectare para a ceifa com trator, 47–62 para dois tratamentos com glifosato e 87–126 para a lavoura do solo; o método integrado custava 247–312 lats, dos quais a sementeira de gramíneas representava 120–150 (Fig. 1). Custava assim cerca de quatro a seis vezes e meia mais do que o controlo químico, e a sementeira sozinha cerca de duas a três vezes mais.6

Fig. 1 Custo do controlo no primeiro ano, lats por hectare

Letónia, preços de 2005, touceira de densidade média de branca-ursina-de-Sosnowsky. De cima para baixo: ceifa com trator duas a quatro vezes; dois tratamentos com glifosato; lavoura do solo. Abaixo da linha pontilhada: sementeira de gramíneas (semente, sementeira e fertilizante), e o método integrado de que esta faz parte. Sólido: a estimativa mais baixa; sombreado: o intervalo.6

Um estudo alemão de custo-benefício incluiu o restauro no preço do controlo químico, com uma mistura de sementes de cerca de 70 por cento de gramíneas e 30 por cento de ervas, semeada a 4000 sementes ou 20 g por metro quadrado. Estimou o custo mínimo de erradicar a planta na Alemanha ao longo de dez anos em 3,47 milhões de euros, ou 6,25 milhões de euros com duas reinfestações, contra benefícios, estimados a partir do que as pessoas disseram estar dispostas a pagar, de 238 milhões de euros por ano, ou 59,5 milhões de euros depois de corrigido o exagero.9

Pastoreio

Ver também: Controlo da branca-ursina-gigante § Pastoreio

O pastoreio pode ultrapassar o controlo como uso do terreno. As diretrizes polacas terminam o seu modelo de concurso com pastoreio permanente, e o folheto letão chama às culturas forrageiras ou ao pastoreio o uso mais rentável do terreno infestado durante o controlo.86 Segundo o Manual de Boas Práticas, o pastoreio é barato onde grandes áreas podem ser vedadas, e com o tempo cria um relvado denso de espécies tolerantes ao pastoreio que deixa pouco espaço para as plântulas. O gado precisa de tempo para se habituar à branca-ursina, mas depois prefere-a.1 O exemplo do manual, da Dinamarca, 111 800 plantas em 9,18 ha ao longo do ribeiro Seest Mølleå, avaliou a vedação de aço para ovelhas, a preços de 2002, em 2107 € por ano, sem contar os animais nem a mão de obra, contra custos do primeiro ano de 20 196 € para dois tratamentos com herbicida, sem contar os produtos químicos, e 36 894 € para o corte de raízes. Para uma colónia grande, estima 1000 horas por ano para inspecionar e deslocar 170 ovelhas por dez áreas.1

Na Escócia, a Scottish Invasive Species Initiative fez pastar ovelhas de 2019 a 2022 em 7 ha de bosque ribeirinho perto de Macduff, no rio Deveron. O primeiro rebanho, de 25 ovelhas, causou sobrepastoreio no local. As ovelhas-dia foram depois reduzidas de 5076 em 2019 para 1326 em 2021, e a pressão de pastoreio de 0,3 para 0,07 unidades pecuárias por hectare ao ano até 2022, sem perda de controlo; em 2021 o número de plantas de branca-ursina caiu 95 por cento entre abril e setembro.4647 A iniciativa aconselha o pastoreio do início de maio a meados de agosto, com baixa pressão, cortando ainda assim quaisquer inflorescências em julho.47 O herbicida era, para a iniciativa, «o método alternativo de controlo»: ao contrário do glifosato, o pastoreio deixa a flora do solo no lugar, como barreira a novas plântulas.48

Na Polónia, a única pastagem na aldeia invadida de Górki não tinha nenhuma branca-ursina em flor, segundo dados não publicados da fundação que escreveu as diretrizes nacionais.8 Na Letónia, gado de carne numa quinta na freguesia de Zaube comia a planta e impedia-a de florir, se bem que outra fonte sustentasse que nenhum animal a come fresca.6 Uma revisão russa considera o pastoreio por vacas, cabras e ovelhas ambientalmente inofensivo, mas relata lesões nos úberes e nas cabeças de vacas leiteiras em pastagem infestada, e leite rosado de vacas com úberes danificados.43 Nenhum estudo publicado, segundo a revisão sueca, testou o gado bovino, as cabras ou os porcos como método de controlo.40

As estimativas do tempo necessário divergem: dois anos para reduzir uma touceira e cinco para a eliminar, segundo a EPPO citada pelas diretrizes polacas; geralmente cinco a dez anos, segundo Buttenschøn e Nielsen citados na revisão sueca, que cita também um local dinamarquês onde sete anos de pastoreio por ovelhas esgotaram o banco de sementes; e pelo menos dez anos, segundo o estudo alemão de custo-benefício e uma revisão ucraniana.840949 No Maine, diz-se que o pastoreio ajuda, mas geralmente a suprimir a planta, não a destruí-la.33

Para as abelhas e para a forragem

Os apicultores valorizavam a branca-ursina-gigante pelas suas muitas flores e espalhavam-lhe muitas vezes a semente; o seu interesse esmoreceu depois de avisos sobre a planta a partir de meados do século XX.50 Na Alemanha, provavelmente semearam-na no meio selvagem.51 Uma brochura belga de 2012 ainda a descreve como uma planta nectarífera muito apreciada na apicultura.4 Na Polónia, nos anos 1970 e 1980, a branca-ursina-de-Sosnowsky foi promovida como planta forrageira de alto rendimento e nova fonte de néctar, e a sua semente circulava entre apicultores e era enviada pelo correio.8 Um artigo russo de 2024 atribui-lhe até 300 kg de mel por hectare «segundo dados da literatura», sem citar um estudo primário.45

A evidência sobre as abelhas aponta em ambos os sentidos. Em 34 locais no sul da Polónia, as abelhas domésticas eram até quatro vezes mais abundantes em parcelas gravemente invadidas do que em não invadidas, à custa de outros polinizadores.52 Um estudo do Oblast de Pskov lista os fenais invadidos pela planta, juntamente com o declínio das tílias e a perda de ervas floridas para os herbicidas, entre as causas de uma base forrageira mais pobre para as abelhas, sem medir a sua parte nisso.53 As listas de substitutos são escritas para jardineiros, não para apicultores: o substituto belga, a valeriana, é descrito como atrativo para polinizadores, e três das dezoito alternativas britânicas têm a marca da RHS para polinizadores, enquanto as culturas propostas na Rússia para competir com a branca-ursina são propostas como competidoras, não como forragem para abelhas.4245

A própria branca-ursina-de-Sosnowsky foi cultivada para silagem, e abandonada, segundo uma revisão russa, por causa do sabor e cheiro amargos que dava ao leite e à carne e do dano que causava à reprodução dos animais;43 na Estónia ainda estava a ser propagada como boa planta forrageira no final dos anos 1980.50 As primeiras culturas no terreno letão recuperado foram azevém anual, rabanete-oleaginoso e trigo-mourisco, depois cevada e trigo de primavera.6 Artigos russos propõem agora a galega-do-oriente, que, tal como a branca-ursina, vem do Cáucaso, juntamente com tremoço, meliloto, luzerna, amaranto e mostarda-branca, como culturas para competir com ela.4543

O projeto Giant Alien

O Giant Alien foi um projeto do Quinto Programa-Quadro da União Europeia, com o título completo «Giant hogweed (Heracleum mantegazzianum) a pernicious invasive weed: developing a sustainable strategy for alien invasive plant management in Europe». Decorreu de 1 de janeiro de 2002 a 30 de abril de 2005, com um custo total de 2 934 773 €, dos quais a UE contribuiu com 1 721 459 €, e foi coordenado pela Royal Veterinary and Agricultural University, em Hørsholm, na Dinamarca.54 A sua dimensão é dada de formas diferentes: mais de 40 cientistas de sete países no manual, 37 investigadores de oito instituições no seu sítio; o manual e o CORDIS também listam parceiros diferentes.15554 O seu objetivo era uma estratégia sustentável para controlar a planta que pudesse servir de modelo para outras espécies invasoras.55

O projeto produziu o Manual de Boas Práticas (2005), impresso em 2000 exemplares e publicado em oito línguas, e a monografia Ecology and Management of Giant Hogweed (2007), e listou a revegetação entre os seus resultados exploráveis.11556 Não encontrou nenhum agente adequado para o controlo biológico clássico, conclusão que o seu relatório final chamou «surpreendente, e muito invulgar para um projeto de controlo biológico de infestantes», e considerou o controlo biológico com agentes patogénicos «involuntariamente bloqueado» pela redação da Diretiva 91/414 da UE (ver Hipótese da libertação dos inimigos naturais § A busca por controlo biológico).15

Códigos e lei

Códigos voluntários

O Código de Boas Práticas Hortícolas britânico, publicado em 2005 e revisto em 2011, diz aos fornecedores para «disponibilizar substitutos para plantas invasoras». Violá-lo não é uma infração, se bem que um tribunal o deva ter em conta.10 Foi elaborado por um grupo de trabalho da Defra, do Scottish Executive, do Welsh Assembly Government, da Gardening Which?, da RHS, do National Trust, da Plantlife International e de Kew, com três associações comerciais: a Garden Centres Association, a Horticultural Trades Association e a Ornamental and Aquatic Trades Association.11 Os guias canadianos Grow Me Instead reconhecem o programa australiano Grow Me Instead da Nursery and Garden Industry Australia.3

O código europeu do Conselho da Europa e da EPPO, publicado pela primeira vez em 2009, assenta na autorregulação. As suas razões, explica, são que o comércio lida sobretudo com bens não essenciais, que plantas não invasoras igualmente atraentes podem muitas vezes ser usadas em vez delas, e que «a ameaça de maior regulação governamental pode funcionar como motivação».11 Relata que a RHS tinha proibido os expositores de vender ou mostrar branca-ursina-gigante nas suas exposições desde 2004, e que retalhistas de plantas na Picardia tinham assinado uma carta voluntária para a retirar da venda no prazo de seis meses.11 Na Bélgica, um código voluntário lançado em 2011, cujos signatários concordam em não vender nem plantar 28 espécies, entre elas a branca-ursina-gigante, tinha mais de 1000 aderentes ao fim de dois anos, entre eles uma estimativa de 10–30 por cento dos profissionais em federações. O seu relatório compara os 56 por cento de profissionais de viveiros que tinham ouvido falar dele com os 7 por cento de viveiristas americanos que tinham ouvido falar dos códigos de St. Louis três anos depois da sua ratificação.3657

Deveres dos proprietários de terrenos

Em Inglaterra e no País de Gales é uma infração plantar branca-ursina-gigante ou de outro modo fazê-la crescer no meio selvagem, mas não tê-la num jardim.5822 Desde 12 de abril de 2015 uma autoridade pode exigir o seu controlo através de um acordo ou ordem de controlo de espécies e, segundo a RHS, fazer ela própria o trabalho e recuperar os custos.5922 Na Letónia os proprietários têm de registar infestações, executar um plano de controlo e monitorizar o terreno durante cinco anos, e uma planta em flor com uma umbela desenvolvida conta como prova de que o controlo não foi feito.12 Na Rússia, os detentores de terrenos têm de destruir plantas «invasoras perigosas» desde 1 de março de 2026,14 e no Ontário os proprietários cujas infestantes nocivas prejudicam terras agrícolas são responsáveis pelo seu controlo e pelo custo dele.13 Os proprietários suecos estão em princípio obrigados a agir, mas não tinha sido adotado nenhum programa de gestão para a branca-ursina-gigante, porque a Naturvårdsverket, a agência de proteção ambiental, considerou a lei pouco clara quanto a quais eram as medidas e quem era responsável.40

A lei polaca de 2014 proibia manter ou cultivar conscientemente as brancas-ursinas caucasianas, mas não impunha aos proprietários o dever de as destruir: um proprietário que demonstrasse não ter conhecimento das plantas escapava à responsabilidade, pelo que a mera negligência não podia ser punida.8 Desde 2 de agosto de 2017 a branca-ursina-gigante não pode ser colocada no mercado, cultivada nem mantida na União Europeia.6061

O controlo em terreno privado precisa de consentimento. As equipas de Nova Iorque têm de obter a autorização do proprietário para entrar e tratar terreno privado; em 2023, 126 locais ativos ficaram sem monitorização nem controlo, 84 por cento deles por falta de contacto com o proprietário ou de autorização, e a autorização foi recusada em 33.62 Em Tromsø, a branca-ursina-da-Pérsia era mais provavelmente controlada ou ausente em parcelas habitadas, sobretudo as habitadas pelos seus proprietários, e menos provavelmente em parcelas geridas em conjunto por várias famílias.63

Programas públicos e dinheiro privado

O Giant Hogweed Program de Nova Iorque, que decorre desde 2008, contava 1369 locais erradicados até 2024, e é financiado em parte pelo Environmental Protection Fund do estado e pelo US Forest Service.64 Nos Catskills, pede-se aos residentes que não enfrentem a planta sozinhos: a parceria regional ou o pessoal do estado vão controlá-la «gratuitamente».65 Na Polónia, em 2014, os orçamentos municipais para o controlo foram descritos como ajustados aos meios limitados, não à necessidade.8 Parte do dinheiro é privado. Os folhetos britânicos são pagos por empresas de água,2 e a limpeza da reserva de Kurgalsky pela Nord Stream 2 AG.41

Ver também

Footnotes

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  2. GB Non-native Species Secretariat; Animal and Plant Health Agency (2022). Gardening without Harmful Invasive Plants: A guide to plants you can use in place of invasive non-native species. Be Plant Wise. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9

  3. Ontario Invasive Plant Council (2014). Grow Me Instead: Beautiful Non-Invasive Plants for your Garden. A Guide for Northern Ontario. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5

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  7. Dalke, I. V.; Ponomarev, V. N.; Chadin, I. F. (2025). “Rekomendatsii po upravleniyu invaziei borshchevika Mantegatstsi (borshchevika Sosnovskogo): obzor literatury i praktika primeneniya v Rossii” [Best practices for management of invasive Heracleum mantegazzianum (H. sosnowskyi): a literature review and field application in Russia]. Izvestiya Komi Nauchnogo Tsentra UrO RAN. 7 (83): 116–131. doi:10.19110/1994-5655-2025-7-116-131. ↩ ↩2 ↩3 ↩4

  8. Sachajdakiewicz, I.; Mędrzycki, P., eds. (2014). Wytyczne dotyczące zwalczania barszczu Sosnowskiego (Heracleum sosnowskyi) i barszczu Mantegazziego (Heracleum mantegazzianum) na terenie Polski [Guidelines for the control of Sosnowsky’s hogweed and giant hogweed in Poland]. Warsaw: Fundacja „Palący Problem – Heracleum” for the Generalna Dyrekcja Ochrony Środowiska. ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6 ↩7 ↩8 ↩9

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  61. Regulation (EU) No 1143/2014 on invasive alien species. ↩

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  64. New York State Department of Environmental Conservation (2025). Giant Hogweed Program 2024 Annual Summary. Archived from the original. ↩

  65. Catskill Regional Invasive Species Partnership. “Giant Hogweed”. Retrieved 26 September 2026. ↩

Este artigo é uma tradução do artigo em inglês, revisão 2001.

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