Art. 0003 Rev. 1848 Perigo: fototóxico
Fitofotodermatite
De Hogweed.org, a enciclopédia mantida em comum
Índice
Para a planta mais frequentemente responsável na Europa, ver Branca-ursina-gigante.
A fitofotodermatite (do grego phyton, «planta», phōs, «luz», e derma, «pele») é uma reação da pele semelhante a uma queimadura, causada pelo contacto com certas seivas vegetais seguido de exposição à luz ultravioleta.1 A seiva é inofensiva no escuro. O contacto não dói e não deixa marca: a lesão só aparece depois de a pele ser exposta à luz, tornando-se visível ao fim de cerca de um dia e atingindo o auge dois a três dias depois.2 A pele afetada fica muitas vezes escurecida durante meses, e pode permanecer sensível à luz solar durante anos.3
Devido a este atraso, muitos dos afetados não relacionam as suas lesões com a sua causa. As faixas e salpicos da queimadura seguem o padrão do contacto — o roçar de uma folha, um pingo de seiva, a forma de uma mão — e já foram confundidos com outras lesões, inclusive, em crianças, com sinais de maus-tratos.4
Causa
A reação é causada por furanocumarinas, compostos produzidos por várias famílias de plantas como defesa contra insetos e fungos. Na família da cenoura, Apiaceae, encontram-se na branca-ursina-gigante e nos seus parentes, a pastinaca-brava e a angélica; na família dos citrinos ocorrem nas limas, onde causam a «queimadura da margarita» dos bartenders de verão.1 As brancas-ursinas-gigantes são a fonte mais perigosa na Europa, pela quantidade de seiva que contêm e pelo tamanho das plantas, cujas folhas e caules roçam facilmente na pele nua.
Os compostos presentes na branca-ursina incluem o psoraleno, o bergapteno, a xantotoxina e a angelicina, que é muitas vezes o mais abundante deles. Encontram-se em todas as partes da planta, e na concentração mais elevada no fruto.5 Ver Furanocumarina § Na branca-ursina.
Mecanismo
As furanocumarinas penetram a pele minutos após o contacto. Quando atingidas por luz ultravioleta de onda longa (UVA, aproximadamente 320–400 nm), ligam-se ao ADN das células da pele e geram espécies reativas de oxigénio, matando as células e desencadeando inflamação.1 A pele está no seu ponto mais sensível entre cerca de meia hora e duas horas após o contacto, mas permanece sensível por muito mais tempo.
A mesma reação estimula os melanócitos, razão pela qual um escurecimento da pele — a hiperpigmentação — se segue à queimadura e a ela sobrevive.
Sinais e sintomas
contact light ~24 h ~48 h ~72 h weeks - years
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painless UVA activates redness, blisters peak of the dark marks;
and the sap within burning reaction skin stays
invisible minutes sensitive to
light Curso típico após o contacto com seiva de branca-ursina. Os tempos são aproximados e dependem da dose de seiva e de luz.
| Tempo após a exposição | Sinais |
|---|---|
| Minutos | Nenhum. O contacto não dói. |
| Cerca de 24 horas | Vermelhidão e sensação de ardor, em faixas e manchas que seguem o contacto. |
| Cerca de 48 horas | Bolhas, por vezes grandes e cheias de líquido. |
| Cerca de 72 horas | A reação está no seu auge. |
| Ao fim de uma semana | Começa a hiperpigmentação acastanhada, à medida que as bolhas cicatrizam. |
| Meses a anos | As marcas escuras desvanecem lentamente. A pele pode voltar a avermelhar sempre que é exposta a sol forte. |
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Primeiros socorros
- Lave-a de imediato com sabão e bastante água fria.
- Cubra a área e mantenha-a longe da luz solar durante pelo menos 48 horas — mesmo em dias encobertos e nublados, quando a luz ultravioleta ainda está presente.
- Procure aconselhamento médico, especialmente se aparecerem bolhas. O tratamento precoce com corticosteroides tópicos pode reduzir a reação; as queimaduras extensas são tratadas como queimaduras.
- Se a seiva entrar nos olhos, lave-os de imediato com água, use óculos escuros e procure assistência de urgência.
Depois de sarar, a pele afetada deve ser protegida com protetor solar durante vários meses.6
Prevenção
O contacto evita-se não tocando na planta, e trabalhando no meio dela apenas com equipamento de proteção completo: vestuário sintético impermeável, luvas compridas e proteção ocular (ver Controlo da branca-ursina-gigante § Segurança). Não se devem usar roçadoras ou corta-sebes, que projetam seiva sobre quem as usa.7 As crianças devem ser ensinadas a reconhecer a planta e avisadas para não usarem os seus caules ocos como zarabatanas ou telescópios.3
Prognóstico
As queimaduras saram ao longo de dias a semanas. A hiperpigmentação que se segue dura habitualmente meses e pode persistir durante anos, e alguns doentes permanecem invulgarmente sensíveis à luz solar na pele afetada durante vários anos após a lesão.3 Em casos raros as queimaduras podem ser extensas ao ponto de exigirem tratamento hospitalar.
Ver também
Footnotes
-
DermNet. “Phytophotodermatitis” and “Cow parsnip or hogweed”. Retrieved 26 September 2026. ↩ ↩2 ↩3
-
New York State Department of Environmental Conservation. “Giant Hogweed”. Retrieved 26 September 2026. ↩ ↩2
-
Nielsen, C.; Ravn, H. P.; Nentwig, W.; Wade, M., eds. (2005). The Giant Hogweed Best Practice Manual: Guidelines for the management and control of an invasive weed in Europe. Hørsholm: Forest & Landscape Denmark. ISBN 87-7903-209-5. ↩ ↩2 ↩3
-
Barradell, R.; Addo, A.; McDonagh, A. J. G.; Cork, M. J.; Wales, J. K. H. (1993). “Phytophotodermatitis mimicking child abuse”. European Journal of Pediatrics. 152 (4): 291–292. doi:10.1007/BF01956735. ↩
-
Pira, E.; Romano, C.; Sulotto, F.; Pavan, I.; Monaco, E. (1989). “Heracleum mantegazzianum growth phases and furocoumarin content”. Contact Dermatitis. 21 (5): 300–303. doi:10.1111/j.1600-0536.1989.tb04747.x. ↩
-
NatureScot (2022). “Scots warned of giant hogweed danger”. Retrieved 26 September 2026. ↩ ↩2
-
Freeman, K.; Hubbard, H. C.; Warin, A. P. (1984). “Strimmer rash”. Contact Dermatitis. 10 (2): 117–118. doi:10.1111/j.1600-0536.1984.tb00357.x. ↩
Este artigo é uma tradução do artigo em inglês, revisão 1848.